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terça-feira, 19 de abril de 2011

Bolonha - Piazza del Nettuno

Piazza del Nettuno
Um dos símbolos de Bolonha é a gigantesca estátua do Rei Neptuno que se ergue numa fonte bem no centro da Piazza Nettuno.

Esta praça é uma combinação harmoniosa de edifícios de várias épocas (Palazzo Re Enzo e Palazzo Comunale - Sala Borsa) que acolhem entre as suas paredes o Gigante de Bolonha. É um dos acessos mais atraentes para a Piazza Maggiore.

Esta praça é o ponto de encontro dos estudantes de Bolonha. É comum observarem-se grupos de jovens sentados no chão ou na escadaria da fonte, a conviver.


Fontana del Nettuno

Piazza del Nettuno - Fontana del Nettuno
A construção do monumental fonte foi encomendada pelo Cardeal Legado de Bolonha, Carlo Borromeo, com o objectivo de reorganizar e prestigiar a zona envolvente da Piazza Maggiore e simbolizar o governo feliz do papa recém-eleito, e tio materno de Borromeu, Papa Pio IV.

Piazza del Nettuno - Bebedouro

Considerada uma das mais belas fontes do Cinquecento (período italiano do Renascimento), a obra foi projetada pelo arquiteto e pintor Thomas Lauret, em 1563 e coroada uma estátua de Neptuno, realizada por Giambologna (que tinha perdido o concurso para a execução da Fonte de Neptuno de Florença).

A estátua de bronze tem 3,20 metros de altura e um peso de 22 toneladas, ela retrata o Deus romano do mar a acalmar as águas. Devido ao seu tamanho é conhecida pelo Gigante de Bolonha.

Piazza del Nettuno - O Gigante

A fonte é constituída por um tanque quadrado irregular, assente em degraus. No centro da fonte está Neptuno, com o seu Tridente, a olhar para as águas, emoldurado por quatro anjos que representam os quatro ventos e por quatro sereias a jorrar água pelas mamas, que representam os quatro continentes conhecidos no mundo renascentista.

Piazza del Nettuno - Fontana del Nettuno - Vista nocturna


Palazzo Re Enzo

Piazza del Nettuno - Palazzo Re Enzo
A sua construção faz lembrar a de um castelo medieval e domina a Piazza del Nettuno. É adjacente ao Palazzo del Podestà e foi construído em 1245 como um prolangamento deste último, tendo adquirido o nome de Palatium Novum.

Piazza del Nettuno - Palazzo Re Enzo

O seu nome actual deve-se ao facto de, logo após ter sido construído, ter servido de prisão Enzo da Sardenha, filho ilegitimo de Frederico II, capturada na batalha de Fossalta.

Piazza del Nettuno - Palazzo Re Enzo
Informações úteis:
Fechado ao público


Sala Borsa
Piazza del Nettuno - Sala Borsa
Créditos: http://www.flickr.com/photos/droone/

Desde 1999 funciona como uma Biblioteca e um Centro Multimédia. É possível observar-se sob o chão de vidro, vestígios de escavações arqueológicas.

Informações úteis:
http://www.bibliotecasalaborsa.it/home.php

Sacrario dei caduti della Resistenza

Piazza del Nettuno - Sacrário

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Bolonha - Piazza Maggiore

Piazza Maggiore - Vista da Torre Asinelli
A Piazza Maggiore é o coração e a alma de Bolonha, é o centro geográfico, cultural e político da cidade. Esta praça foi construída para ser utilizada pelo público. Foi ponto de encontro nos momentos políticos de relevo, como as proclamações e em casos de sentenças judiciais (as sentenças de morte eram consideradas atracções na época). Foi ainda um centro de entretenimento onde se realizavam torneios e festivais.

Esta praça, com 115m de comprimento por 60m de largura, é circundada pelos mais importantes edifícios da cidade: A oeste o Palazzo d'Accursio ou Comunale; a sul, em frente ao Palazzo del Podestà, o mais antigo da praça, destaca-se a fachada da Basílica de San Petronio; a nascente o Palazzo dei Banchi.

Piazza Maggiore
A parte central da praça, construída em 1934, caracteriza-se por uma plataforma pedonal elevada, apelidada de "il crescentone", que abriga todo o tipo de iniciativas artísticas. Podem ainda ser observados os danos provocados por um tanque americano, em 21/04/1945, dia da libertação da cidade.

Do ponto de vista histótico esta praça é fruto da arte e do pensamento medieval. Iniciada no século XIII, foi alvo de inúmeras alterações tendo tomado a sua forma actual no século XVI, com a conclusão da adjacente Piazza del Nettuno.


Palazzo Comunale

Situado no lado oeste da Piazza Maggiore, este edifício é constituído pelos Palazzo d’Accursio e Palazzo del Legato e é a sede do Município de Bolonha.

Piazza Maggiore - Palazzo Comunale

O Palazzo d'Accursio distingue-se pela torre do relógio no seu topo e o seu nome tem origem no facto de ter sido habitado na segunda metade do séc. XIII por Francesco Accursio. Posteriormente foi transferido para o município e utilizado como celeiro, daí que também seja conhecido por Palácio do Milho.
Piazza Maggiore - Palazzo Comunale - Claustro interior
O Palazzo del Legato, que remonta ao séc. XVI, foi construído para abrigar os apartamentos do Cardinale Legato.

A separar os dois edifícios está uma estátua do Papa Gregório XIII, bolonhês, conhecido pela revisão da lei canónica, pelo Jubileu de 1575 e sobretudo pelo calendário gregoriano.

Piazza Maggiore - Palazzo Comunale - Estátua do Papa Gregório XIII
É aqui a sede da Collezioni Comunali d'Arte, com pinturas da idade média até ao séc. XIX e do Museu Morandi, com obras doadas à cidade pela família de Giorgio Morandi.

Informações úteis:
http://www.comune.bologna.it/iperbole/MuseiCivici/museicivici2000ita/homeinfo.htm
http://www.mambo-bologna.org/museomorandi/


Palazzo del Podestà

O lado norte da Piazza Maggiore é ocupado pelo Palazzo del Podestá, construído em 1200. Este palácio foi construído para o governo da cidade e para os seus funcionários. As decisões das reuniões políticas tomadas a cabo no edifício eram difundidas para a praça.

Piazza Maggiore - Palazzo del Podestà
Este grande complexo arquitectónico é atravessado por dois caminhos que se entroncam no Voltone del Podestá, do qual se ergue a Torre dell'Arengo, conhecida pela sua campânula, utilizada chamar o povo nos momentos mais importantes. Sob as abóbodas foram colocadas estátuas de terracota, em 1525, que representam os santos patronos da cidade.

Piazza Maggiore - Palazzo del Podestà - Voltone del Podestá
O mais divertido da visita a esta palácio é utilizar os pilares para fazer um jogo de sons. Se murmurarmos num dos pilares o som propagasse e é audível nos pilar oposto. Esta brincadeira entretem muitos turistas e as marcas são bem visíveis nas paredes.

Piazza Maggiore - Palazzo del Podestà - Voltone del Podestá
A estrutura actual é muito diferente da original porque o adjacente Palazzo Re Enzo foi construído mais tarde, em 1245, uma vez que o Palazzo del Podestá se revelarou insuficiente para acomodar a grande participação popular no governo da cidade.


Palazzo dei Banchi

Situado no lado oriental da Piazza Maggiore, deve o seu nome às lojas que alojava nos séc. XV e XVI e que efectuavam câmbio.

Piazza Maggiore - Palazzo dei Banchi
Na realidade, o Palazzo dei Banchi não é um edifício único, mas uma fachada construída por Vignola, no século XVI, para harmonizar as velhas casas, desse lado da praça, com os edifícios circundantes.

Daqui parte o pórtico mais famoso, o Pavaglione, que liga este edifício ao Palazzo dell'Archiginnasio, primeira sede da universidade de Bolonha.


Basilica di San Petronio

(ver artigo)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Bolonha - Basilica di San Stefano

Basilica di San Stefano - Fachada
Conhecida como a Jerusalém de Bolonha, a Basília de S. Stefano é um conjunto de edifícios de culto, designado também por Complexo das Sete Igrejas.

São Petrónio terá sido o mentor deste complexo que tenta imitar o Santo Sepulcro de Jerusalém. A construção da Basílica teve início no séc.V,  no local onde existia um templo dedicado à Deusa Ísis.



Basilica di San Stefano - Fachada
Da Piazza Santo Stefano tem-se uma visão geral que inclui as fachadas das três igrejas del Crocifisso, del Sepolcro e dei Santi Vitale e Agricola. O grupo tem, apesar dos diferentes tipos, e das muitas intervenções de restauro e reconstrução, uma forte consistência de estilos que fazem dele o mais interessante monumento  românico da cidade de Bolonha.
Na zona exterior da igreja podem ver-se os túmulos medievais dos primeiros bispos da igreja de Bolonha.

Basilica di San Stefano -  Túmulos Medievais


La Chiesa del Crocifisso

É a igreja principal do complexo. De origem lombarda (séc. VIII), foi reconstruída no séc. XII e restaurada no final do séc. XIX. É constituída por uma única nave com um presbitero elevado ao fundo, ao qual se acede através de uma escadaria, onde está suspenso um crucifixo esculpido Simone dè Crocifissi,   em 1380. 


Basilica di San Stefano -  Igreja do Crucifixo

Na  parte inferior está a cripta, subdividida em cinco naves, com colunas diferentes umas das outras e cuja altura da base ao capitel é precisamente equivalente à de Jesus (1,70m). Ao fundo da cripta em cima de   um altar estão os restos mortais dos santos Vitale e Agricola.


La Basilica del Sepolcro

É o edifício mais antigo do complexo. Tem cerca de 1200 anos de história cristã e 200 de culto pagão a Isis (Deusa da Fertilidade). Provavelmente o Templo a Isis era nesta área, devido à fonte de água (indispensável no culto pagão), como também  devido à  presença de sete colunas de mármore africano, reutilizadas e ainda visíveis nos dias de hoje e às quais se juntaram colunas medievais de tijolo.

Basilica di San Stefano -  Basílica do Sepúlcro
No centro existe um  púpito com relevos que serviu para acolher as relíquias de S. Petrónio, cujos restos  mortais foram aqui encontrados em 1141 (no ano 2000 foram transladados para a Basílica de S. Petrónio). 

Este templo circular foi utilizado como baptistério desde o séc.V  e adquiriu a sua actual  forma octagonal num polémico restauro do séc.XII, que destruiu os frescos existentes nas paredes.


Chiesa dei San Vitale e Sant'Agricola

Esta igreja do séc.V, é dedicada aos santos Vitale e Agricola e reflete um estilo românico lombardo. Estes santos, respectivamente, servo e senhor, foram as duas primeiras vítimas bolonhesas, mártires da perseguição na época de Diocleciano (305 dC).

Basilica di San Stefano - Exterior da Igreja de S. Vitale e S. Agricola 

Dentro da igreja é possível observar através de vidros, vestígios de mosaicos romanos. Nas cúpulas laterais encontram-se os sarcófagos (vazios) dos santos, adornados com figuras de animais (leões, veados e pavões) em baixo relevo.

No corredor à direita encontra-se uma cruz que se diz ser a do sacrifício de Sant'Agricola.

Cortile di Pilato

Contruído no séc. XI-XII, tem este nome por evocar o percurso de Cristo durante a paixão. É limitado a norte e a sul por arcadas românicas, com colunas em forma de cruz.

No centro existe uma pia em pedra, sobre um pedestal, chamada de Bacia de Pilatos. Esta peça foi oferecida à igreja pelo rei lombardo Liutprando.

Basilica di San Stefano -  Pátio de Pilatos

Sob o alpendre, numa janela, em cima de uma coluna há um galo de pedra, que data do séc. XIV, chamado de "Galo de S. Pedro" para lembrar o episódio do Evangelho da negação de Jesus.

Significativa para o simbolismo da paixão de Cristo é que a distância entre este pátio e a vizinha Igreja de San Giovanni in Monte (ver artigo), que seria a mesmo que dista em Jerusalém, entre o Sinédrio e o Calvário.


Chiesa dell Martyrium

Também conhecida como da Santa Cruz, do Calvário e da Trindade.


Basilica di San Stefano -  Igreja dos Mártires - Exterior
Pensa-se que terá sido utilizada como um lugar onde estavam os corpos dos mártires Vitalis e Agricola (daí martyrium), depois com o advento dos lombardos, tornou-se o batistério, posteriormente, segunda a tradição carolíngia, da Trindade.

Foi reconstruída no séc.XX pelo Edoardo Collamarini, de acordo com as pesquisas arqueológicas, sendo constituída por cinco naves.

No seu interior encontramos uma capela - cruciforme- Capela da Cruz, onde era mantida, desde o tempo das Cruzadas até 1950, uma relíquia da Cruz de Cristo, agora no Museu.


Basilica di San Stefano - Igrejas dos Mártires - Interior

Il chiostro medievale

Tem como característica principal  ter dois andares, o inferior, de estilo pré-românico, possui aberturas em arco, o superior tem colunas de estilo românico-gótico. Daqui podemos observar a torre do complexo, originária do séc. XIII, foi aumentada no séc XIX.


Basilica di San Stefano - Claustro

Basílica de S. Stefano
Informações úteis
9h00/12h00 - 15h30/18h30
Site: http://www.abbaziasantostefano.it/

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Bolonha - Basilica di San Petronio




Basilica di San Petronio - Vista da Torre Asinelli

A Basílica de S. Petrónio é a principal igreja de Bolonha e fica localizada na Piazza Maggiore. É a quinta maior igreja do mundo, podendo acolher 28 000 fiéis.


Basilica di San Petronio - Fachada em obras
A basílica é dedicada a S. Petrónio, santo padroeiro de Bolonha, que foi Bispo de Bolonha no séc. V. A sua construção teve início em 1390.


Basilica di San Petronio - Interior
(Créditos: http://www.fotopedia.com/)

É possível observarmos no seu interior um relógio de sol, sob a forma de uma linha meridional, incrustada no pavimento. Esta linha, com 66,8m de comprimento traduz-se no maior relógio de sol do mundo e foi calculada e desenhada pelo astrónomo Giovanni Domenico Cassini.


Basilica di San Petronio -  Linha do Meridiano
(Créditos: http://www.flickr.com/photos/wordridden/)

Nos últimos anos foram abortados diversos ataques terroristas a esta basílica, que se tornou um alvo dos extremistas islamicos, devido a um fresco do séc. XV, que dizem insultar o Islão. Este fresco, de Giovanni da Modena, representa o Inferno de Dante e retrata Maomé no inferno a ser devorado pelos Demónios. Em 2002 foram presos cinco indivíduos, com ligações à Al-Quaeda, que tinham planeado explodir o edifício. Em 2006 foram descobertos, pela polícia italiana, planos para explodir a igreja, desta vez levados a cabo por terroristas muçulmanos.


Basilica di San Petronio -  Fresco de Giovanni da Modena
(Créditos: http://neveryetmelted.com/)

Basílica S. Petrónio
Informações úteis
Semana: 9h30/12h30 - 14h30/17h30
Domingos e Feriados: 14h30/17h00
Proibido fotografar

Bolonha - As duas torres - Garisenda e Asinelli

O ponto de partida para as atracções de Bolonha é obrigatoriamente o seu símbolo - as duas torres inclinadas. A torre mais alta tem o nome Asinelli, a mais inclinada de Garisenda. São os últimos exemplares das numerosas torres (cerca de 200) que foram construídas pelas famílias nobres da cidade, no século XI.


Torres Garisenda e Asinelli

Torre degli Asinelli

Construída entre 1109 e 1119 por uma família com o mesmo nome, esta torre, com 97m e 500 degraus e uma inclinação de 2,23m, é uma das quatro mais altas de Itália, a seguir às de Cremona, Siena e Veneza. Eu devia ter visto com atenção o quadro que tinham na entrada, com a comparação de altura entre as diversas torres, antes de iniciar a subida...



Torre Asinelli - Ilustração das Torres de Itália

No século XIV a torre passou a pertencer à cidade e a funcionar como uma prisão. A sua base é cercada por uma fortaleza, construída em 1488, para abrigar os soldados que estavam de guarda.  Ao longo dos tempos, a torre, devido à sua altura, foi sofrendo diversos danos causados pela trovoada que provocaram incêndios e desabamentos.

Nos séc. XVII e XVIII foi utilizada pelos cientistas Giovanni Battista Riccioli e Giovanni Battista Guglielmini para estudos experimentais sobre o movimento dos corpos pesados e a rotação da terra.
Durante a II Guerra Mundial foi utilizada como posto de vigia pelos aliados, que desta forma determinavam os locais a atingir pelos bombardeamentos.

Esta torre está aberta ao público, contudo, é desaconselhada a subida a pessoas com problemas cardíacos ou respiratórios. Eu aventurei-me, e é uma experiência única.


Torre Asinelli - Início da subida

Ao subir pensei que se começasse um incêndio ficavamos todos lá dentro.  A estrutura é toda em madeira, quase não há janelas. Uma das advertências em todos os guias é que não deve ser visitada por quem sofra de claustrofobia. Sinceramente, foi a parte que menos me incomodou, de vez em quando lá aparecia uma janela para nos dar ânimo e continuarmos a subir.
Torre Asinelli - Escadas
As escadas são muito estreitas, não se cruzam duas pessoas nos degraus, é necessário aguardar nos pisos intermédios para subir ou descer. Diga-se que até sabem bem os momentos de pausa, porque a subida é realmente violenta.


Torre Asinelli - Escadas

Ao fim de cerca de 500 degraus a recompensa. A vista do topo é magnífica, infelizmente o dia estava chuvoso e as fotos não ficaram tão bem como poderiam ficar. A torre, como fica no centro da cidade, permite uma visão de 360º sobre Bolonha. Dali percebemos, claramente, o porquê de chamarem a Bolonha La Rossa.
Torre Asinelli - Vista do topo
Torre Asinelli
Informações úteis:
Primavera/Verão: 9:00/18:00
Outono/Inverno: 9:00/17:00
Preço: €3,00


Torre Garisenda

A Torre Garisenda é a mais pequena das duas torres. Um abatimento do solo fez com que se inclina-se cerca de 3m em relação ao solo. É uma visão impressionante, principalmente, quando se vem da Via Zamboni.

Presume-se que a torre tenha sido construída em 1100 pela família Garisenda. Com uma altura inicial de 60m, a torre foi diminuída para os 48m actuais, no séc XIV, devido ao risco de colapso.


Torre Garisenda

Esta torre impressionou Dante que a incluiu na Divina Comédia:




Qual pare a riguardar la Garisenda
sotto 'l chinato, quando un nuvol vada
sovr'essa sí, che ella incontro penda;
tal parve Anteo a me che stava a bada
di vederlo chinare ...
(Dante Alighieri, Divina Commedia, Inferno, XXXI, 136-140)


No séc. XV a torre foi adquirida pelo Arte dei Drappieri que se manteve como único proprietário até esta se ter tornado propriedade municipal no final do séc. XIX.

Torre Garisenda
Informações úteis:
Fechada ao público

sábado, 2 de abril de 2011

Bolonha - La Rossa

Depois de muito ponderar, resolvi começar o meu blog, por uma das últimas cidades que visitei - Bolonha.

Conhecida pela massa bolonhesa (Ragu como vou explicar noutro post) e mais recentemente pelo famoso Processo de Bolonha, que revolucionou o ensino superior na Europa. Esta cidade, capital da Emilia-Romanha, localiza-se no centro norte de Itália, e tem cerca de 370 000 habitantes.

Considerada por muitos italianos como a segunda cidade mais bela de itália (a seguir a Veneza), tem um dos maiores e mais bem conservados centros históricos de Itália. Os seus edifícios de tijolo, em tons de vermelho, terracota, laranjas queimados e amarelos quentes fazem com que seja conhecida por La Rossa. O centro da cidade é percorrido por quilómetros de quilómetros de passeios cobertos, conhecidos por pórticos.

 A sua universidade é a mais antiga do mundo, e o Archiginnasio foi a sua primeira sede, em 1088. O ex libris da cidade são as torres de Asinelli e Garisenda.

Bolonha - La Rossa - Centro Histórico (visto da Torre Asinelli)

Bolonha é uma cidade onde o turismo de massas ainda não se sente. É, sobretudo, uma cidade universitária, onde se falam muitas línguas, devido à grande afluência de estudantes em ERASMUS. Para mim, o mais marcante nesta cidade é a universidade e os seus alunos.

O aeroporto mais próximo é o Guglielmo Marconi (Bologna) International Airport (IATA: BLQ) (existe outro que algumas companhia aéreas designam como Bolonha, mas que fica bem mais distante da cidade) que fica a poucos minutos do centro. Logo à porta é possível apanhar um autocarro chamado AEROBUS, cujo bilhete custa €5. Se preferirem podem apanhar um taxi, que fica por cerca de €15. Eu fui de autocarro e achei a viagem óptima, o aeroporto é mesmo muito perto da cidade.

Bolonha - La Rossa -  Um dos porticos da cidade

O Posto de Turismo foi complicado de encontrar, fica na Piazza Maggiore, de baixo de umas arcadas. O atendimento não prima pela simpatia, pedi um mapa e atiraram-mo, literalmente, nem perguntaram se precisava de indicações. Sem dúvida o pior Posto de Turismo onde já estive.
Para obter mais informações tive de "bisbilhotar" o suporte que tinham em cima do balcão e pegar no que me interessou. O posto de turismo é mesmo muito fraco e tem pouca documentação.
Enquanto lá estive passou-se uma cena caricata, entrou um senhor e perguntou onde ia ser o Festival do Cacau. As senhoras fizeram um ar de espanto (quase de "este tipo é maluco e está a alucinar") e disseram que não havia nenhum festival do cacau. Isto passou, eu saí e fui dar umas voltas pelo centro. Para meu espanto olho para uma montra e havia um grande cartaz a anunciar o Festival do Chocolate para a semana seguinte.

Ao nível de alojamento fiquei no Hotel Interazionale, que recomendo vivamente. O hotel é óptimo, muito central, os empregados super simpáticos e tem um pequeno-almoço de comer e chorar por mais. Bebi o melhor chocolate quente da minha vida (de que falarei no post sob a gastronomia) e o capuccino tinha um ar excelente.

Bolonha - La Rossa - Hotel Internazionale - Fachada
Bolonha - La Rossa - Hotel Internazionale - Quarto
Bolonha - La Rossa - Hotel Internazionale - WC